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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tenho escutado muito nos últimos dias uma palavra que sempre me chama muito a atenção: confusão. E percebido que muita gente se queixa de confusão na mente, nas ideias, nos princípios, nas verdades, e dizem: “estou confuso”.
Quando você sente confuso com uma ideia, com um momento, com um pensamento, o que você faz? Pede socorro para alguém esperando ter a certeza de que a resposta que ela te der é a que te fará voltar a respirar tranqüilo? Ou então você pára para pensar, pesquisa, lê, se interessa por aquilo que parece um tormento mas é somente uma ideia que nunca antes havia chegado até você.
Hoje em dia, as pessoas estão pouco preocupadas com ideias novas. Talvez seja o excesso de informações ou a falta de tempo para pensar. E o que vemos são ideias antigas, ideias plantadas por pessoas em que se confia, ideias que um dia deram certo, verdades sem nem 1% de mentira. Verdades em que acredita por absoluta falta de vontade de descobrir algo novo. 
A maioria dessas pessoas realmente acreditam no que estão falando, assim como deve ser conosco quando cremos sem pensar naquilo que falamos, naquilo que vivemos, naquilo que experimentamos. Isso forma uma opinião, mesmo que seja uma verdade mascarada por uma ilusão. E nada é feito por maldade, mas pelo simples fato de ter funcionado para alguém, então porque não funcionaria para mim também? E assim acabamos criando uma verdade intocável, imutável.
Isso é muito poderoso. Quando outra pessoa expressa seus ideais, seus princípios, como fruto de uma opinião pessoal, fruto de uma experiência pessoal, ela acaba influenciando outras pessoas. Temos que parar para pensar sobre isso e refletir sobre o que somos, o que queremos e no que acreditamos antes de adotar a opinião dos outros como sendo a nossa. 
Deus é um só, nós todos somos únicos (temos essa marca na ponta dos nossos dedos), mas a forma que Deus fala, toca, convence, explica, para cada um é muito diferente. O medo de muitos de formar sua própria opinião, ou a dificuldade que se tem para formá-la, os impede que a ideia avance. Acaba sendo muito mais fácil então caminhar com uma massa, andar de acordo com o que é imposto por homens, ou muitas vezes ir de acordo com um opinião, que nem mesmo é a nossa, simplesmente porque fomos proibidos ou pouco motivados a pensar de forma contrária ou um pouco diferente. E preferimos nos silenciar e concordar.
Nunca mate nenhuma ideia que você sentir que está nascendo dentro do seu ser. Lembre-se que o seu coração é o único lugar que nenhum homem conhece e que só Deus pode falar com você.

quarta-feira, 25 de abril de 2012



Mulher foda: Enfrenta os problemas. Aceita as perdas. Engole o choro. Desaba em silêncio. Fala com firmeza. Entende as entrelinhas. Sabe a sua hora de ficar quieta. Não precisa do corpo pra ser adorada. Conversa com o olhar. É inteligente. Sabe como ser feliz. Sabe como fazer feliz. Mulher foda, é aquela que já se arrebentou toda numa relação, que já remou sozinha o “barquinho-do-amor”. É aquela que já chorou várias noites seguidas, aquela que já viu uma “amiga” roubar seu namorado, aquela que demonstra o que sente, aquela que escuta a opinião dos outros, e sabe defender a sua. Mulher foda não precisa de muita experiência, só precisa saber que a vida, não é cheia de docinhos e que as rosas que nos dão, também vem com espinhos.
E a receita é uma só: fazer as pazes com você mesmo, diminuir a expectativa e entender que felicidade não é ter. É ser.

Trilha

Daqui a pouco entraremos no mês das noivas. Aliás, para quem não gosta de um romantismo, as coisas estão ficando cada dia piores. Pensa comigo: em fevereiro tem Valentine’s Day, já incorporado pelos brasileiros, em maio é mês das noivas e em junho é o nosso dia dos namorados. Enfim, se você está mergulhada no amor e prestes a se casar, ou apenas está planejando essa data nos teus sonhos, que tal uma ajudinha do Buzzsugar para escolher a trilha da primeira dança dos pombinhos? Eles dão 100 opções que vão de músicas bem clássicas até mais atuais, além de algumas que dão vontade de chorar – e não é de emoção. Claro que o quarteto de Liverpool entra mais de uma vez nesta seleção, e que, se um dia eu subir ao altar, seria uma opção. Mas gostei de ver uma música pouco conhecida de Amy Winehouse no meio da lista:



E para você, qual é a música dos sonhos no dia do casamento?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Seja você a pessoa certa

O elemento mais comum no imaginário amoroso das pessoas do séc. XXI é, talvez, o da “pessoa certa” ou “the one”. Estou cansado de ouvir frases assim: “Ainda não encontrei a pessoa certa” ou “Será ele o cara certo para mim?”. A “pessoa certa” para quem, para o quê? Para o grande “eu”, foco de nossas atenções. Para a importantíssima “minha felicidade”, claro.
A pessoa certa é aquela cujos atributos se acoplam perfeitamente com todos os nossos desejos, hábitos, vícios e peculiaridades. Se sou carente, quero um superprotetor traumatizado (traído da última vez que ficou ausente). Se gosto de vinho, adoraria um homem que seja quase um sommelier. Se sou fascinado por peitos, uma mulher tábua não me serviria.
Tal lógica seria perfeita em um mundo intocado pela impermanência. O problema é que nossas preferências, hábitos e desejos mudam a todo instante. Já tivemos nossas fases gastronômica, carente, acadêmica, cultural, caseira… E assim fomos trocando de parceiros. A situação a que chegamos hoje é simples de resumir: além das relações líquidas, as que tentam ser duradouras dificilmente escapam de situações de traição, adultério e muita, muita dor.
O que aconteceria se invertêssemos essa lógica? Se, em vez de procurarmos pela pessoa certa, tratássemos de ser a pessoa certa? A seguir, vou rascunhar algumas possibilidades nessa outra direção. No entanto, só saberemos se pularmos, mergulharmos e incorporarmos essa outra lógica com nossos poros, retinas, veias. Quem pular nesse abismo, depois passe aqui e nos conte como foi.

A lógica do oferecer

Uma boa metáfora para contrastar as duas abordagens: se estiver em dúvida entre duas pessoas, não escolha a mais engraçada, mas a que ri de suas piadas. Ou seja, não escolha a que tem mais a lhe proporcionar, e sim aquela que mais pode se beneficiar com o que você tem a oferecer.
Em vez de focar suas energias em encontrar alguém belo, contemple seu próprio corpo e faça surgir beleza dele. Em vez de ficar esperando por alguém inteligente, apenas distribua sua inteligência para qualquer um. Seja a pessoa certa, sem esperar resultados ou retribuições de qualquer tipo.
Se você é mulher, não busque olhares. Irradie aquilo que você não precisa de espelhos para ter a existência confirmada. Se é homem, não pense que o amor é aquilo que você recebe. Seu amor é aquilo que você oferece. Isso ninguém tira, isso você leva junto para onde for.
Estava há pouco conversando com um amigo em conflito. Ele deseja vir trabalhar em São Paulo, mas tem uma namorada há 5 anos em sua cidade. Em um dos momentos, disse: “Posso ir a São Paulo, fazer sucesso profissionalmente e nunca encontrar um amor”. Ora, o amor ele trará junto, nunca será encontrado, só direcionado para outra. Se ele cultivar esse amor, é possível que consiga reconquistar a namorada atual quando voltar à cidade natal anos depois. Se ele voltar esperando receber amor, dificilmente conseguirá conquistá-la novamente.
Reconhecendo a impermanência (sem fugir ou ignorá-la), podemos amar com liberdade. Renunciamos a realização de nossos impulsos neuróticos, largamos os ganchos e oferecemos nossas habilidades para o deleite de nosso parceiro. Na verdade, é isso que sempre desejamos, sem saber como realizar.
Após um fim de namoro dolorido, nossa felicidade não surge quando descobrimos que podemos ser amados novamente. Sentimos a vida pulsar apenas quando descobrimos que podemos amar outra pessoa. É a capacidade para o amor que nos alegra. Nossa felicidade não vem do outro tanto quanto vem de nossa própria potência inata de amar e produzir felicidade em todas as direções.

O amor livre como um antídoto ao adultério

Algumas pessoas que já me ouviram falar em “desvincular o amor do amado”, ao propor algo que às vezes chamo de amor livre, reagem com um desconforto e defendem a fidelidade monogâmica – como se “amor livre” significasse poligamia ou justificasse o adultério. Pelo contrário, uma pessoa só trai porque se sente incapaz de reconstruir o amor, curar a relação, sentir-se viva novamente diante do outro e, assim, fazê-lo renascer diferente.
Na verdade, o amor é livre de fixações, livre de personagens, livre até mesmo dos parceiros que os manifestam. Se depender dos condicionamentos que o trazem à tona, ele terminará quando o casal afundar. Mas o amor oferecido não cessa, não é mesmo? Ele é amplo, vasto, todo abrangente. O amor recebido, este sim cessa.
Qual não é nossa surpresa quando percebemos que, logo após o fim, seguimos com a potência de trazer felicidade ao outro? O amor não cessa pois ele é essa abertura ao outro, essa capacidade de oferecer, oferecer, oferecer. Se podemos sempre oferecer, é sinal que sempre temos amor, mesmo quando parece que ele nos foi arrancado de dentro do peito.
Mostro abaixo, ao mesmo tempo que deixo um desafio a homens e mulheres nesse fim de ano, como o amor livre favorece a fidelidade (não o contrário) e diminui o impulso à traição.

Recado para os homens

Faça-me um favor. Descubra logo que você pode conquistar e amar qualquer uma. Seja você rico ou pobre, feio ou bonito, você tem tudo o que é necessário para fazer qualquer mulher feliz. Basta liberar seu amor, sem fixações, hesitações ou dúvidas. Enquanto não perceber que seu amor é livre, você continuará testando-o com várias. Enquanto sentir seu amor acabar, você terá de dormir com outras garotas para resgatar sua potência vital.
Uma vez solto, canalize tudo em apenas uma mulher (a menos que você realmente consiga fazer duas felizes sem causar complicações, o que hoje duvido ser possível em nossa sociedade). Depois, tome cuidado para não confundir foco com fixação. Seu amor nunca será dela para que sempre seja dela, momento a momento, em um processo incessante de escolha e liberdade.
Assim que você vincular seu amor a ela, ele parecerá surgir de fora e você o sentirá como vindo dela para você. É nesse momento que você pára de oferecer, ou seja, pára de amar. Quando a relação acabar, você terá a certeza de que ela levou seu coração, apagou o Sol e deixou a sala vazia, sem amor algum. É esse o outro lado da “pessoa certa”.

Sugestão para as mulheres

De uma vez por todas, sinta-se inteira como sendo o amor que você busca nos olhares e espelhos do mundo. Você já é aquilo que espera ouvir de um homem. Você já está na ilha paradisíaca de seus sonhos, abraçada e acariciada com declarações de amor. No momento em que você sente que precisa de amor, a carência inunda seu corpo até o ponto em que você precisará de outro olhar para voltar a ser bela.
Para você também: seu amor nunca será dele para que seja sempre dele. Enquanto você transpirar amor por todo lado, terá o que oferecer e portanto poderá ser totalmente dele. No instante, porém, que você precisar dele para respirar, você não mais conseguirá oferecer e terá de exigir o amor dele.
Você se lembra dos momentos em que mais foi feliz e aberta? Na maioria deles, havia um outro em cena? Sem querer, vinculamos todas essas sensações a uma ou outra pessoa. Se elas deixarem de proporcionar essas sensações, você será obrigada a buscar um outro que resgate todas as alegrias e toda a beleza que você já vivenciou. Um outro homem que veja beleza em você e movimente tudo aquilo que você desconfia da existência mas não sabe bem como encontrar.
Durante essa busca por amor, você fará muitos homens sofrer. O primeiro vai olhar e revelar beleza. O segundo revelará ainda mais. O terceiro a levará para locais que os dois primeiros nunca sequer vislumbraram. O quarto finalmente a fará mulher. O quinto ensinará todos os prazeres do sexo. O sexto… Até quando? Quando chegará o “The One”? Sinta agora seu corpo, inspire sua beleza, deite-se sobre a certeza de que você já é mulher. Totalmente, inteiramente, deliciosamente mulher. Como a face feminina do amor, ofereça-se ao mundo de corpo e alma. E se ainda quiser causar dor nos homens, produza um outro tipo de dor, if you know what I mean… ;-)

10 mandamentos para exibir um visual de estrela - Matéria completa | BOA FORMA

10 mandamentos para exibir um visual de estrela - Matéria completa | BOA FORMA

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Relacionamentos Lúdicos

Eu evito essa definição porque nossa reação imediata é tentar viver de acordo com modelos e ideais. Mesmo quando são boas referências, essa tendência de comparar o que surge com um modelo de sucesso só traz confusão e sofrimento. Por outro lado, não ter referenciais é igualmente frustrante, especialmente hoje, num momento em que os casais em evidência não oferecem grandes exemplos do que pode ser um relacionamento profundo.
Com isso em mente, podemos descrever algumas qualidades possíveis para qualquer casal incorporar em sua própria história, no encaixe que der, do jeito que der tesão para ambos.
Uma dessas qualidades é a generosidade, no espaço ocupado normalmente pela carência. Em vez de exigir, esperar, cobrar ou pedir (seja no começo, no meio, no fim ou após o fim da relação), oferecer. Em vez de olhar como o outro pode nos fazer feliz, descobrir como podemos fazê-lo feliz e sentir como isso nos deixa muito bem, como isso dá sentido para nossa vida, dá brilho no olho, energia, potência.
Outra qualidade de um relacionamento exemplar (que inspira outros casais) é a ludicidade, a capacidade de enxergar todas as coisas como construções, encenações, sonhos, filmes. Tirar a solidez daquela situação angustiante, se fazer de palhaço no meio de uma briga seríssima, beijar do nada, sorrir para os problemas, inventar mitologias, surrealidades próprias, e sempre lembrar que o casamento, por mais sólido que seja, é apenas uma aura projetada, um filme que criamos e decidimos seguir vivendo, não uma realidade imutável.
O outro é sempre livre e mantém uma vida pulsante e misteriosa para além das identidades construídas em sua relação conosco. A mulher é sempre maior que a esposa. O homem pode deixar de ser o marido a qualquer momento.
Perceber isso antes que a identidade se dissolva, antes da crise, antes do fim, perceber isso durante a encenação é o que confere essa qualidade lúdica e mágica para a relação se aprofundar e para ambos sempre se surpreenderem com essa loucura que se apresenta como o cotidiano natural, essa alucinação que parece muito real, como um jogo delicioso de criança.
Um terceiro aspecto é a abertura, no sentido de não criar regras e não se afastar do outro, mesmo quando estamos distantes. Ou seja, manter o espaço aberto, manter a comunicação mesmo quando dói, mesmo quando tudo nos leva à defesa, ao fechamento. Isso é crucial e raríssimo nos casais. Por exemplo, quando surge ciúme, essa aflição atua como um agente infiltrado que joga um contra o outro: um enxerga o outro como inimigo, como sendo o responsável pelo problema, pelas emoções, pensamentos e sensações negativas que surgem.
Alguns pensam que comunicação é “DR” (discutir a relação), mas na maioria dessas conversas só apontamos um para o outro, não para os verdadeiros obstáculos. Manter a comunicação quando tudo vai mal é saber ficar junto no meio da dor, da confusão, da incerteza, da insatisfação. Poucos são os casais que exploram esses terrenos mais escuros. A maioria espana nessa hora – ou, pior, aguenta encarando tudo como um peso, não como um desafio.
Quando há abertura, o ciúme não tem paredes para se esconder, então ambos olham o verdadeiro inimigo: a aflição, o ciúme. E eles se unem ainda mais para superá-lo. É como detectar um câncer na relação. O que é melhor: tratar o câncer brigando ou se cuidando? É assim que poderíamos nos relacionar com todos os obstáculos que surgem na relação, venha de onde vier, não importa: do banco, da família, da garagem, da UTI, da pia da cozinha, do homem, da mulher, de um terceiro, de um quarto… ;-)

SÃO JORGE 23/04




Centenas de fiéis de todo o país comemoram nesta segunda-feira o Dia de São Sorge, santo que morreu aos 23 anos, no dia 23 de abril, por professar sua fé cristã.

São Jorge é considerado o padroeiro extraoficial do Rio de Janeiro, seguido de São Sebastião, que é o oficial. Por causa do alto número de devotos, foi decretado feriado estadual em 2008 no dia de sua morte (Lei nº 5.198).

O mártir cristão terá o dia em sua homenagem repleto de comemorações.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou da tradicional missa solene em homenagem ao Santo, celebrada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, na Paróquia de São Jorge, em Quintino, na zona norte do estado carioca.

Durante o dia todo irão acontecer missas e celebrações em homenagem ao santo. Na Igreja de Quintino, uma das principais do santo no Rio, os festejos começaram às 4h15 com a encenação do "Mito do Dragão", com 20 atores,  seguida da missa da alvorada às 5h.

História de São Jorge 

Segundo a tradição, São Jorge nasceu na Capadócia, região do centro da Anatólia, que atualmente faz parte da República da Turquia. O santo mudou para a Palestina e perdeu os pais ainda jovem.

Na adolescência, Jorge entrou para o exército e, dada suas habilidades com as armas, logo foi promovido a capitão do exército romano, recebendo depois o título de conde da Capadócia.

Após a morte da mãe e vendo a extrema pobreza do povo distribuiu suas riquezas aos mais carentes. Na corte do imperador Diocleciano, Jorge foi contra a determinação para matar todos os cristãos.

Seu ato foi considerado uma afronta pelo imperador Diocleciano e o guerreiro foi torturado para que negasse a sua fé. Como ele não renunciou ao cristianismo, foi degolado no dia 23 de abril de 303.

São Jorge é também representado por um guerreiro matando um dragão, imagem tipicamente brasileira, talvez por forte influência da cultura africana. O santo é reverenciado na umbanda e no candomblé como Ogum, orixá ferreiro, senhor dos metais.

domingo, 22 de abril de 2012

Reflita

Ótima reflexão de Pablo Neruda...
Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples ato de respirar.
Estejamos vivos, então!

sábado, 21 de abril de 2012

Vida!



Nossas vidas não são como uma certeza a qual todos os movimentos são passíveis de medidas e cálculos como um jogo de lógica. Nossas vidas são passíveis ao acaso, submetidas aos caprichos, não meus, não seus mas, de todos. Ao fim de um dia podemos somente medir o quanto mudaram nós e as coisas e tudo mais. Ao caminhar da madrugada percebemos o quanto perdemos em sorrisos, abraços, amores, carícias, palavras, pensamentos, olhares e vida. Percebemos que tudo influi, e tudo atrapalha. A tristeza e a alegria, são inimigos que convivem de braços dados, não há um sem o outro e nem os dois sem algum. Ao passo em que tudo cai, há uma pequena fagulha que reergue. Um dia de perdas, se restabelece num sorriso, e assim continuamos a vida.