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domingo, 28 de abril de 2013

MÃE

Um dia sonhei …
Quero ser mãe de uma menina que ande de marias-chiquinhas
pela casa empurrando um carrinho de bonecas,
Que trombe nos móveis às risadas,
Brinque com meus sapatos de salto,
Faça roupinhas para suas barbies descabeladas.
Quero ser mãe de uma garotinha
que fique com as bochechas coradas de correr.
Que suba em árvores…
uma moleca bonitinha, que coma fruta do pé e limpe a boca na manga da blusa de crochê,
Que tome sopa fazendo barulho sem querer.
Quero ser mãe de uma menina de lindo olhar,
Que ria escondido,
Que pregue peças,
Brinque de vídeo-game,
fique brava quando perder
E quando tiver de tomar bronca, que saia a correr descalça pela casa,
Que goste de sorvete com chantili.
Que seja a primeira da classe e seja elogiada por isso, a danadinha.
Quando adolescente, que chore vendo um filme,
Que ganhe seu primeiro sutiã,
Que escove os cabelos para dormir,
Que queira namorar e sair,
Que chore no meu ombro a primeira decepção,
Que peça permissão para chegar de manhã,
Que quando mulher, saiba que não é facil ser mãe…
mas tenha a mesma sorte que eu: seja mãe de uma menina!!!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A arte de ser mãe !

Um universo totalmente diferenciado do habitual, é ser mãe de uma menina!
Aquele serzinho que fica paralizado te olhando com um olhar mais doce que um brigadeiro,
que de repente solta uma risada tão gostosa, mas tão gostosa que te dá vontade de morder aqueles
pezinhos gordinhos!
Se você pensou que estou apaixonada por ser mãe de uma menininha, você errou! eu estou em fase de êxtase, uma mistura que vai muito além da paixão, é euforia e ao mesmo tempo calmaria, são risos
e olhares de preocupação ao mesmo tempo, são noites bem dormidas mas sempre atento a qualquer
barulho que possa ser seu pequeno que está acordando durante a noite.
Eu tive sorte e muita por ter um companheiro maravilhoso ao meu lado, que assim como eu está
se adaptando a nova rotina, a novos hábitos, a um novo mundo definitivamente, e estamos amando 
esta nova vida, de familia, de calmaria.. sou grata a tudo o que me tem acontecido, a esse anjo que Deus nos confiou a dificil tarefa que é a de criar um ser-humano.
Termino a semana com este poema que escrevi no ano passado, e hoje relendo, vejo que tem tudo a ver com a fase que estou passando, e que agora realmente estas palavras tem muito significado pra mim.



Ser mãe

"A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjoo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo os espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.
Ser mãe é não esquecer da emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.
O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite com vontade e o primeiro sorriso de reconhecimento.
Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?
É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo pra escola e segurar sua mãe na hora da vacina.
Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.
Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.
É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas.
É ouvir confidências.
Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: e se tivesse sido o meu filho?
E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior que ver um filho morrer de fome.
Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no seu bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.
É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.
É sentir-se invadir de felicidade ante do milagre que é uma crinaça dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.
Ser mãe é inundar-se de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.
Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de "mamãe" a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.
Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.
Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais - não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.
É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez em que ele se aventurar ao volante de um carro.
É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.
Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, eplo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.
Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.
É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.
A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe. E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende de seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu."

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Peguei Bode

Hey meninas !

- Uma novidade que descobri esta semana, foi o site peguei bode Aqui.
Desde que foi lançado se mostrou um sucesso em vendas, e esta semana respirei fundo
e mandei algumas coisitas para lá, mas confesso que não entendo sinceramente como
uma mulher vai pegar bode de um Manolo !
mas...para nossa felicidade elas existem sim! (Brasil, um país para todos) hahaha
Sigam no insta (@pegueibode) e eu também (@lirareh)  lá vocês irão acompanhar a chegada de item por item e assim como eu vão ficar louquinhas!!

A dica valiosa da semana é o site e lá vocês encontrarão

- Chanel
- Hermés
- Celine

Preciso dizer mais??

go go go !!

domingo, 21 de abril de 2013

Boa semana á todos!

Oii ! Confesso que tenho vindo aqui muito pouco, mas vou voltar a atualizar sempre o site,
tenho muitas novidades e muita coisa boa, que a partir dos próximos textos vocês poderão perceber
muita coisa e trocarmos idéias.

- Pra terminar o domingo bem, com uma boa música !

http://www.youtube.com/watch?v=FZoppax-xTs

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Intolerância, você também pode estar contaminado com ela


Uma das principais características que diferenciam os humanos dos outros animais é que temos a capacidade de nos colocar no lugar do outro indivíduo. Ao nos imaginarmos na pele de outros seres, nosso instinto de compaixão é aflorado – a dor do outro dói na gente. No entanto, numa realidade regida pela competitividade e pelo cultivo do ego, é possível observar que, a cada dia mais, temos deixado de praticar o nosso lado tolerante, e parece que o instinto da tolerância em algumas pessoas tem estado mais atrofiado do que articulação com reumatismo.
A intolerância – que é a falta de respeito pelas ideias, crenças ou práticas dos demais sempre que essas sejam diferentes ou contraditórias às nossas – tem ganhado sustância principalmente na era digital. Como temos uma imagem que nos representa virtualmente e que muitas vezes nada tem a ver com quem realmente somos, é preciso se destacar entre a maioria. E uma das formas mais rápidas de ser visto, notado e compartilhado – vícios da era digital – é criando polêmica, muitas vezes criticando uma ideia, posicionamento ou opinião do outro. Talvez a ausência de necessidade de olhar nos olhos enquanto se faz uma crítica, já que é possível dizer o que quiser do conforto do seu lar sem ser verdadeiramente visto, dê mais coragem para os intolerantes crônicos.
Todo mundo já conheceu um intolerante crônico. É aquele que vive de apontar “erros” alheios (entende-se por erro tudo aquilo que se diferencia do que ele pensa). É aquele que blasfema, xinga e manda pra putaqueopariu sempre que tem seu ego de classe média abalado por um ponto de vista do qual ele discorda. Pra ele, o contexto do tema não importa – ele vive em busca de migalhas, caçando erros alheios para que possa esfregar na cara do mundo como as pessoas são burras e estúpidas e como ele é inteligente. Esse é aquele sujeito que assiste a um filme só procurando uma falha na edição. É o que vai à festa de casamento, come e bebe todas e vai embora falando mal da coxinha. É o que lê por cima um comentário no Facebook sobre algo com o qual ele não concorda e já desce a lenha sem nem saber direito qual o contexto. É o sujeito que acha cruel caçar a sua própria comida, mas que paga alguém pra fazer o serviço sujo para ele, de modo a garantir que lhe não falte o bife à milanesa de cada dia.
O intolerante crônico também se aproveita das minorias. Ele diz que casamento gay vai atrapalhar o funcionamento da sociedade só porque ele não é gay. Diz que maconha medicinal não pode ser aprovada, só porque ele não tem uma doença terminal para qual ela seria um santo remédio. É contra pesquisa com células-tronco, porque não está sua vida toda numa cadeira de rodas quando já existe uma solução para o problema que está barrada por questões morais. Acha cotas para negros em faculdades um absurdo e espalha depoimentos revoltados de que todo mundo tem chances iguais, só porque ele não nasceu na favela e não teve que largar a escola pra trabalhar vendendo balas no semáforo aos sete anos. Se alguma luta de outro grupo é por algo que não afetará a sua vida, ele simplesmente vai contra – só pra garantir. Esquece que todo mundo um dia será minoria em alguma situação.
Ele domina a arte do “mi-mi-mês” e só vê defeitos, ao mesmo passo em que ignora as qualidades alheias. Se acha incrivelmente bom e evoluído ao ponto de julgar as escolhas dos outros, mas, enquanto ninguém o vê, varre toda a sujeira da sua vida pra baixo do tapete. Arma o cenário, coloca o sorriso no rosto e posta no Instagram um retrato da sua pobreza espiritual.
O fato é que não existe verdade absoluta – o mundo se revela pra gente da forma como escolhemos enxergá-lo. Às vezes, o lado pejorativo de alguma coisa que nos incomoda está na nossa mente. Talvez o que te revolta tanto no outro seja apenas um espelho de algo seu que lhe é desconfortável. Por isso, antes de esbravejar por algum comportamento ou atitude alheia diferente da sua, é sempre bom refletir sobre motivo pelo qual aquilo de incomoda tanto. As melhores respostas vêm quando a gente fecha a boca e escuta a voz de dentro.
Quando enxergamos almas, em vez de somente corpos, nos tornamos mais humildes, mais sensíveis, mais colaborativos e menos egocêntricos.  Por isso, fica aqui um manifesto por um mundo mais tolerante. Um mundo no qual um ser não mata o outro ser somente porque não consegue conviver com o fato de que o outro tem uma orientação sexual diferente da ele. Um mundo no qual as pessoas usem mais essa dádiva exclusivamente humana de poder se colocar no lugar do outro, e finalmente coloquem em prática a primeira lei que deveria constar no Código Penal da consciência de cada um: só faça com os outros o que gostaria que fizessem com você. Um mundo no qual as pessoas deixem de ver somente o externo e, antes de julgar, lembrem que ali, por trás do físico, existe um outro ser com tantas dores e amores quanto você, tentando encontrar um caminho nessa louca trajetória da vida.


Cena do filme Avatar que representa muito a ideia de reconhecer o outro como um ser igual a você, quando eles dizem um para o outro “I See You”, em português, “Eu te vejo/reconheço.”)
Enfim, fica o nosso manifesto por um mundo onde prevaleça a essência de um cumprimento usado no sul da África no qual as pessoas falam:
- SAWABONA (“eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim“)
e ouvem de volta:
- SHIKOBA (“Então eu existo para você“