- " Rê, sinto muito a falta de ter uma família normal, não ser casada com o pai do meu filho..é confuso não fazer parte do normal...fazer parte do diferente."
Eu a questionei sobre o que é normal para ela? Acho tão subjetivo esta definição de normal. Mas entendo minha amiga mãe solo porque me questionei inúmeras vezes como ia ter minha filha sozinha quando estava de barrigão. Hoje abri o livro “A Psicanálise na Terra do Nunca – Ensaios sobre a fantasia”, do Mário e Diana Corso para ajudar a pensar sobre o tema.
No livro, os autores que são psicanalistas abordam um assunto que eu concordo: existem muitos casais que estão juntos em nome dos filhos e acabam oferecendo um lar sem amor, uma relação sem admiração mútua entre os pais e isso pode ser um prejuízo ainda maior para as crianças.
“Um lar frio, sem emoção, transmite uma vida de ‘obrigação’ e isso pode ser uma herança nefasta, que cria uma descrença nos laços afetivos. Nesses casos, leva-se uma vida que segue apenas na inércia, sem um desejo genuíno que engate estes filhos a qualquer coisa, afinal, a lição que tiveram é: viver em família é suporta-se tristemente”, afirmam os autores.
Para ser sincera, acredito mais em uma família diferente e fora do “padrão” e verdadeira do que em poses vazias dignas de fotos para revista “cor-de-rosa”. O nosso mundo é colorido e tem todas as cores, inclusive o preto e branco!
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