Caio Fernando Abreu é um daqueles autores que faz a gente imaginar
que os seus textos foram escritos pra gente. Difícil quem lê e não se
identifica. Há aqueles que o consideram um leitor down, baixo astral, deprê – natural, já que os seus textos tem o poder de mexer lá no fundo, de cutucar a ferida que nem a gente sabe direito onde está.
Acho que uma das melhores descrições do Caio foi feita pela Lygia Fagundes Telles:
“O que me inquieta e fascina nos contos de Caio Fernando Abreu é
essa loucura lúcida, essa magia de encantador de serpentes que,
despojado e limpo, vai tocando sua flauta e as pessoas vão-se
aproximando de todo. Aquele ritual aparentemente simples, mas terrível
porque revelador de um denso mundo de sofrimento. De piedade. De amor.”
Os personagens do Caio nunca são felizes, mas sempre deliciosamente
intensos. Intensos na dor, na paixão, na loucura, no sexo. Aliás, Caio
foi um dos primeiros autores brasileiros a falar de temas considerados
hiper-tabus nos anos 80 – como sexo, homossexualidade e AIDS.
Revolucionário e original, sempre.
Se você ainda não conhece, está perdendo tempo. Seus textos estão
espalhados pela Web e, se gostar, seus livros podem ser achados em
qualquer livraria. E, prepare-se para se apaixonar como nunca antes.

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