A essas alturas os dois já trocaram olhares, já se abraçaram, já sentiram o toque das mãos e já se beijaram.
O primeiro, segundo, terceiro, quarto beijo foram lindos e memoráveis, ali tinha uma "magia", uma espécie de encanto que nenhum dos dois sabia definir, mas sentiam..apenas sentiam e isso já era mais do que o suficiente para ambos.
A calma daquele encontro..a vida e a memória dela não deixaram passar despercebidos e ela sabia que não precisava mais de muito para que o pouco se concretizasse, e aconteceu..e deu certo..e..foi lindo!
Ela se sentiu tão estranha, era tão cedo para demonstrar algo, mas o que era aquilo que ela estava sentindo? era possível sentir tanta coisa assim por um desconhecido? Porque ele a olhava daquele jeito? Porque tudo foi tão mágico?
Ela percebeu que existem sentimentos que não há definição no vocabulário humano. Não existe um "aurélio" especificando determinados sentimentos.Não existe uma bússola te guiando para qual caminho escolher. Por estes motivos, ela não sabia descrever o que estava acontecendo e muito menos o que a fazia suspirar. Escrever para ela agora nada mais é do que o extravasar de sentimentos.
Ela que já errou tanto querendo acertar, já falou demais quando era para ficar calada e se calou quando era para se manifestar, ela que já deu risada de coisas tão toscas e chorou por motivos mais bobos ainda, já ficou horas pensando em uma resposta, quando na verdade a pergunta era o que a movia, pensava como muitos, hoje adquiriu uma nova forma de olhar a vida, o mundo, os outros.
E mesmo assim ela pode dizer que tudo valeu a pena, cada sorriso, cada lágrima, cada conversa, cada momento tem um significado especial que lá no fundo só ELA conhece bem e entende.
Hoje ela pode dizer que até mesmo suas mazelas, construiram o conhecimento amplo que ela tem de si mesma. E nesse conhecimento, ela O reencontrou.
Foi algo tão particular, que nem mesmo o diário dela sabia, apenas os dois olhares que se cruzaram depois de tanto tempo.
A loucura do mundo é a verdade do amor que ninguém entende. A beleza das
coisas efêmeras, o encantamento das relações de amor e afeto, tudo isso a ensinou que não se aprende nos livros, mas se percebe em cada
estação, em cada olhar, em cada gesto.
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