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terça-feira, 22 de maio de 2012

Ordem Restabelecida


As TVs voltaram a exibir tênis de saibro na cor certa (UFA!). O planeta voltou a girar. E assim como o céu e o mar são azuis (pelo menos é assim que eu vejo ), Rafael Nadal e Novak Djokovic chegarão a Roland Garros como favoritos indiscutíveis. O espanhol, hexa em Paris, um pouco acima do sérvio, sua vítima em Monte Carlo e Roma este ano. A série de derrotas em finais já parece um passado distante. Nadal, octa em Mônaco, hepta em Barcelona e hexa em Roma, volta a reinar absoluto.
Nem lento como Monte Carlo nem rápido (e, este ano, escorregadio) como Madri, Roma costuma ser o melhor termômetro pré-Paris. E Nadal mostrou estar melhor do que nunca em seu piso preferido. Começou com uma aula de tênis-de-saibro contra Tomas Berdych, ainda nas quartas de final. A semi, contra Ferrer, não foi espetacular (jogos entre eles nunca são), mas a final contra Djokovic foi um belo exemplo do que Nadal pode e costuma fazer na terra batida (vermelha).
Nole também brilhou contra Federer. O número 1 defendeu-se espetacularmente como sempre, contra-atacou magistralmente e trocou pancadas até que o suíço errasse primeiro. Os 42 erros não forçados do número 2 sugerem uma péssima jornada de Federer. O número serve até como desculpa para os fãs justificarem o resultado. Por trás dele, porém, é preciso ressaltar a consistência do número 1, que venceu a maioria dos ralis. Quando um joga tão bem e não erra, as falhas não forçadas são acumuladas na outra coluna das estatísticas. É injusto tirar os méritos de Nole. (Ele é um fofo).
Na final, Djokovic viu o cenário oposto. Nadal teve uma atuação típica. Quando pôde, atacou com o forehand aberto para deslocar o rival. Quando precisou (e precisou muito!), defendeu-se como nunca. Ou melhor, como sempre! O sérvio, vendo que o rival não errava, foi forçado a atacar mais e a buscar as linhas. As trocas foram longas. Nadal, mais equilibrado (tática, técnica e mentalmente), prevaleceu. Nole bem que teve chances, mas faltou-lhe precisão em um par de momentos importantes. Tipo de coisa que acontece quando o adversário exige um nível tão alto. Tênis de saibro clássico, executado à perfeição.

E só de pensar que ainda me falta muitoo treino para um dia fazer um set bom assim...aiaiai, vamos treinar!!

Minha humilde opinião: Pois é, mais uma vez prevaleceu a humildade, a garra a determinação nos pontos importantes, a serenidade, a educação e o belo jogo que o Rafa fez mais uma vez, hoje.
Que feio, Djoko, quebrando raquetes novamente, como ele voltou a ficar destemperado e mentalmente ruim!
Méritos e todos para o Rafa, que foi em todas as jogadas com raça, não se intimidou com o adversário e e a tranquilidade que estava.
Creio que com essa vitória de hoje, Roland Garros está um pouco mais perto do Rafa, espero sinceramente que ele vença, e que o Djoko continue a destruir as raquetes ( que feio!), e que saia mentalmente dos jogos, merece que isso aconteça, pela arrogância que tem.
Vamos Rafa! Por Roland Garros! Você merece.

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