Tenho que admitir, sempre fui viciada em mudanças. Para mim, a felicidade serena, a plenitude, fazia soar o alarme de que já era hora de mudar. De novo. E lá ia eu com determinação cega promover uma revolução. Na vida pessoal, profissional, emocional. Não importava a causa. Era a graça de colocar rapidamente mais um projeto na pauta, de preencher todas as horas do dia, de não ter tempo, de gostar de estar com a cabeça o tempo inteiro ocupada com pensamentos em projetos e cumprir metas. Era uma espécie de gincana particular que elevava ao máximo meu nível de adrenalina, que para mim era o amadurecimento, o me sentir mais "mulher".
O tempo passou...e hoje vejo a importância que isso teve naqueles dias, de tanta correria...não me arrependo de ter sido assim, mas me redescobri quando descobri o amor,...o amor pelo que eu fazia, pelas pessoas, pelo dia, por mim..o amor está em tudo, até mesmo no que os olhos não conseguem ver. Comecei a ter prazer pelo que eu fazia, então deixei de estar o tempo todo com uma agenda na mão e vendo cada passo em cada horário, e comecei a aprender a lidar com imprevistos, a rir de acontecimentos bobos, vi que todos podem errar, e não há problemas nisso, o errado é repetir o erro, rir dos próprios erros são para poucos, e assim comecei a levar uma vida mais leve.
Ao invés de canetas e agendas, comecei a carregar sorrisos e mais leveza para poder ver realmente e contemplar o brilho do sol, me permiti ter mais tempo para mim, apenas sentar na varanda e ler um bom livro, sentar a beira da piscina sem nada pra fazer, me permitir fazer aquela ligação no horário corrido de almoço para aquela amiga íntima que é super divertida e mandar e-mails apaixonados para o meu marido no final do dia.
Enfim..eu me permitir viver e era exatamente isso que eu precisava. Apenas Viver!
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